

A DEUSA NUA
(poema original - Amália Lopes)
A MUSA QUERIDA
(réplica - Fernando Reis Costa)
Cheiro da chuva molhando lágrimas
Águas de teus olhos já vertidas
Coração em desalinho
Com as minhas mágoas
Mentiras e champanhe
No meu coração já recolhidas
Mãos apertadas, sonho desfeito
Ó que força sinto no meu peito
Rosto de sonho, olhar distante
Expressão d'amor e tão brilhante
Letra a letra com sabor a vazio
Ó Deusa, Ó musa deste desvario!
Rosa suada de ternura
Como me encantas com tanta formosura
Teu corpo fogo despido
É lume, é chama, é colorido...
Lamento, porta fechada
Que p'ra mim se torne escancarada!
Poema dum dia que findou antes da noite
Quero que sejas sempre o meu abrigo!
A tua demora, adeus misterioso
Deixa-me saudoso...pensativo...
A sede da noite será tua, mas o copo
Tocado por teus lábios, e já lambido
Onde bebeste, está vazio...
Beijei o copo...senti um arrepio!
É urgente o amor...noutros caminhos
Onde haja uma flores e passarinhos!
Acordas nas madrugadas ausentes
Nesse amor que sinto e que tu sentes!
Entre os meus dedos o carinho se esvai
O sonho que sonhei...tudo se vai!
E a mulher sem nome...será uma DEUSA NUA...
Mas... que, nua ou vestida, é sempre tua!
E SÓ...
E SEMPRE ...
SEMPRE TUA !
- Autores: -
Amália LOPES
Fernando Reis Costa – NANDUS
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Nandus
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