
CANÇÃO DO
POETA
(a) - Susana Petraglia Kovalczuk –
(“desafiada” – Poema original)
(b) - Fernando Reis Costa – (Réplica
–“desafiador”)
Quando nascemos p´ro mundo
Mal sabemos o que nos espera
O destino é dois caminhos
Ou Inverno ou Primavera!
Um filosófico e profundo
Um p’ra voar, outro fundo;
Outro mais fácil e rasinho.
Um a rosa, o outro o espinho!
E assim roda a ciranda
Vai rodando a vida toda...
Dos dois fadados caminhos
Um é fome, outro é boda
Neles sempre o poeta anda
Pelo seu próprio caminho
Mas nunca anda sozinho,
Porque sozinho não anda!
O poeta segue os caminhos
Que o destino lhe traçou:
Artista de vindas e idas
Nos amores que tanto amou
Canta filósofos e peregrinos
Deslumbra-nos com os seus hinos
E encanta almas sofridas
Que nasceram com má sina!
E roda a ciranda querida
Nos dois caminhos da vida
Na missão de grande estrela
Cujos versos são a tela
Cantando e pintando a vida
Quer seja bela ou sofrida
P’ra ser mais fácil vivê-la.
Ele adora descrevê-la!
Com poesia e cores
Canta alegrias e dores
Vai pincelando caminhos
Com tintas e pergaminhos.
Neles só, todos vêm flores
E o sonho com seus amores
E nunca vêem os espinhos
(Até parecem ceguinhos!)
Esta é a sina ciranda
De dois caminhos esperados
De turistas e peregrinos
Muitas vezes já cansados;
Feliz é o poeta que canta
A canção destes dois fados
Os dois fadados caminhos
Pelo destino traçados!
*
- Susana Petraglia – (“desafiada”)
- Fernando Reis Costa – (“desafiador”)
*

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Nandus
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