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CARTA
A UM AMIGO POETIZADOR...
Perdoa-me, Amigo, o tempo que esta minha carta
leva a ler,
Mas há muito... muito tempo, que eu ando para
escrever,
Porque, seguindo o que me diz o coração, até
estou preocupado...
Pois habituei-me aos seus contactos poéticos do
antigamente,
E percorrer os caminhos virtuais da poesia, sem
cá estar presente,
Deixa-me a pergunta... porque será que este
poeta está parado...?
Pois Amigo!...
Eu sei que este caminho da poesia... que vamos
percorrendo,
Cria uma doce loucura que nos distrai do que
estamos fazendo,
A tal ponto que, de cansados, às vezes temos
mesmo que parar...
E eu que o diga... mesmo só com as minhas
simples poesias,
Pois elas, apesar de serem tristes, trazem-me
boas alegrias,
Mesmo sabendo que dizem... que eu já estou mesmo
é a “pifar”.
Por isso, meu amigo, se o descanso foi mesmo a
sua decisão,
Certamente estará feliz por seguir o que lhe diz
o coração,
E as poesias que deixou, cá ficam... as outras a
alma irá levar...
Mas se me disser, em que parque frondoso do seu
caminho parou,
Quem sabe... se um Parque da Poesia, o meu amigo
aí não criou,
Para os poetas, simples como eu, também lá
poderem descansar...?
E até que esse lugar de descanso, seja pelos
demais conhecido,
Daqui lhe envio aquele abraço... dum poetizador
agradecido,
Pelas belas poesias, que pelos caminhos da net,
até nós nos enviou.
(J. Carlos Primaz – Olhão, Portugal,
Outubro 2010)

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