Quero lá saber de métricas ou de rimas...
Escrevo como sei, e sinto, e sou!
Quem gosta, gosta; quem acha mau e não gostou...
Paciência! – Defeito meu que humano sou.
E por acaso (...acho graça!) – até rimou!
 
Ninguém é perfeito!
E eu, pobre mortal,
Porque não haveria de ter este defeito?
 
- Claro que perfeito, não! - Isso não sou!
E se tal fosse... era anormal!
E eu, a mim apenas quero ser igual!...
 
- Pensem em "Pessoa", esse Poeta genial,
Que escreveu um tal poema: “Em linha recta”
...Ai se fosse eu, que escrevesse tal e qual,
Chamar-me-iam de “pateta”!...
E, afinal...
Vejam que lindo esse poema é!...
 
Eu, pessoa sou; mas não “Pessoa”...
E jamais nasci p’ra ser poeta!
Mas... sempre que a minha alma doa,
Isto prometo:  – com rimas ou sem elas,
Escrevo como sei coisas singelas!...
 
Ainda que um dia
Alguém me chame de louco, de pateta,
Ou ache graça até!... E  por chalaça
Veja nestes rabiscos poesia!
 
Mas se assim for... (aqui até soava bem a rima!)
Eu peço por favor: - leiam nas palavras o amor;
Alguma rebeldia; saudade e dor...
Tudo isso, sim... – não poesia!

Nandus

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