(M. Cid Teles)

 

Eu era um pobre trapo esfarrapado
Que na estrada da vida enfim caíra...
Em mim havia só revolta e ira
E más recordações de um mau passado!...

* * *

Eu era o sem ninguém, o desprezado
O que em má hora a luz da vida vira...
O que a calúnia torpe e a mentira
Tinham ao abandono condenado!...

 

* * *  

Eu era assim, eu era assim bem sei
Até que por milagre te encontrei
Como luz de arrebol na escuridão...

 

* * *

Que força poderosa tem o amor
Para poder dar alma e dar calor
A um farrapo apanhado pelo chão!...

 

                           (do meu Amigo e conterrâneo M. Cid Teles)

 

 

          

            (M. Cid Teles)

 

É este o meu soneto! O que traduz
Tudo quanto eu quis ser, e o que se passa
Neste coração rasgado em cruz
P’lo cinzel aguçado da desgraça!...

                           * * *

Muralha de ressaca, fogo e luz.
Rajada de tragédia que perpassa...
Outro que eu ame tanto não compus.
Ele é o que eu não sou, por mais que faça!...

                            * * *

É este o meu soneto bem-amado...
Nele quero ficar perpetuado
Quando chegar o derradeiro sono!

 

                             * * *

 

Rio sem foz, estrela sem ter céu!
Tu és tal qual eu sou, tu és como eu
Ó meu soneto amado, não tens dono!...

 

       * * *

                  (do meu Amigo e conterrâneo M. Cid Teles)

 

 

DEIXE O SEU COMENTÁRIO

LIVRO DE VISITAS

 

Navegue nas minhas páginas seguindo as setas

Anterior           Seguinte

PÁGINA  INICIAL

*

© Nandus

  2006

 

   

Site desenvolvido pela Webmaster Rosappaula

Meu Contato