Da minha conterrânea e Amiga NALA, que reside na longínqua "terra dos cangurus" (Austrália), onde se fixou há muitos anos, e que nunca esqueceu a sua pátria, e as suas origens. Aqui ficam os últimos poemas que me enviou,   com a saudade e a simplicidade que a caracterizam.

 

 


Há quem diga que o amor
Nasce e morre lentamente;
Que aos poucos desaparece
Dentro da alma da gente...

*
Só comigo ele vive e cresce
Duma maneira diferente!...
Sorriso por estar contente;
É um poema, uma prece,

*
É labareda que cresce,
Em fogueira incandescente!
Quando o amor acontece,
Tudo muda de repente!...
*
Para mim...amor é vida,
É sentir na alma esperança;
É uma palavra amiga,
Um sorriso de criança...
*
É o som duma cantiga
Que se guarda na lembrança!...
Não tem fim, não tem idade,
Renasce constantemente...
*
Amor é eternidade...
Sempre igual, sempre diferente
É sombra, claridade...
É flor, fruto e semente!


                                                                
(NALA)

 

"Longe da Vista" é também um poema da minha amiga e conterrânea Nala, e que ela escreveu para mim, recordando os nossos tempos de infância.  -  Obrigado, Nala!

 Esta é uma demonstração da nossa velha amizade.

 



Pela distância separados...
Mas eu tenho a sensação
Que os meus dedos esticados
Tocam no teu coração!...

***
Através do pensamento
Vejo sorrir teu olhar
Neste preciso momento
Anda ternura no ar!...

***
Cá dentro, no coração,
Criança eu volto a ser:
- E desafio-te, então,
A brincar e a correr!...

****

Pelas ruas do "Casal",
- Nosso sítio preferido,
A "Cerca" e o "Alto do Vale",
São lugares jamais esquecidos!...

****
Há quem diga que a saudade
Não mata! - mas faz doer...
Se queres saber a verdade...
Sem ela não sei viver!...


                                                          
 (NALA)


 

De onde vêem as sombras

Que escurecem meu olhar...

E de noite me amedrontam

Não me deixando sonhar!

 

De onde vem a amargura

Que não me deixa sorrir,

E que me rouba a ternura

Que eu tanto queria sentir!

 

De onde vem a tristeza

Que afoga o meu coração,

Tendo a minh'alma presa

Nesta invisível prisão!

 

De onde vem a saudade

E toda esta nostalgia

Que me tira a liberdade

De ser a outra que eu queria!...

*

Nala

 

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