
Pobre, é todo aquele que apenas sente
O que a si advém que desconforte,
Esquecendo outros que têm menos sorte,
P’ra quem o seu sentir é negligente!
O egoísmo sempre foi, infelizmente,
Defeito que para muitos é o porte;
Seu mal menor encaram quase a morte,
Enquanto alguém mais sofre, paciente!
Enfrentar, pois, qualquer vicissitude
E ver que pior está o semelhante,
(Sem descurar a sua sorte ou a saúde...)
É transformar o egoísmo em virtude;
É não ficar dos outros tão distante;
É ser mais altruísta e menos rude!...
Fernando Reis Costa


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Nandus
2008