
Até qu’eu morra, irei sempre
guardar
O mais sentido amor de minha vida.
Perdê-lo, é da vida o terminar
Na mais profunda dor e mais sentida!
Se te perder, amor, meu corpo vai ficar
Co’a mais dolorosa e cruel ferida
Até que, morto, se vá a sepultar,
Ou que cremado seja na hora partida.
E as cinzas – se assim for – atirem-nas ao mar.
Elas espalhar-se-ão nas suas águas
Até que longe, eu sei, vão encontrar…
As lágrimas que temos vindo a chorar
Nesta vida de sofrimento e de mágoas
Em que se é incriminado por amar!
Fernando Reis Costa - 2008
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