Eu era...
Eu era um pobre trapo esfarrapado
Que na estrada da vida enfim caíra…
Em mim havia só revolta e ira
E más recordações de um mau passado!…
* * *
Eu era o sem ninguém, o desprezado
O que em má hora a luz da vida vira…
O que a calúnia torpe e a mentira
Tinham ao abandono condenado!…
* * *
Eu era assim, eu era assim bem sei
Até que por milagre te encontrei
Como luz de arrebol na escuridão…
* * *
Que força poderosa tem o amor
Para poder dar alma e dar calor
A um farrapo apanhado pelo chão!…
(do meu Amigo e conterrâneo M. Cid Teles)